Fevereiro laranja alerta para conscientização e combate da leucemia

André Mesquita

O mês de fevereiro é o escolhido para alertar a população em relação à conscientização e combate da leucemia. A doença maligna tem origem na medula óssea, local em que as células de sangue são formadas. Esse tipo de câncer acomete os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, os quais começam a se reproduzir de maneira descontrolada, dando início aos primeiros sinais da leucemia.

“A Leucemia aguda tem o quadro mais repentino com os sintomas mais comuns sendo febre, sangramentos nas mucosas (gengiva, nariz), equimoses (popularmente conhecido como ronxa) e palidez cutânea. Já as leucemias crônicas tem sintomas mais arrastados ou pode inclusive não ter sintomas. Quando os sintomas estão presentes são quadros de indisposição, perda de peso lenta, sudorese noturna, febres esporádicas e dor abdominal”, explica o médico hematologista e hemoterapeuta da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer, Dr. André Aleixo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil, neste ano de 2019, devem ser registrados cerca de 6 mil novos casos em homens e 5 mil novos casos em mulheres, sendo 210 novos casos estimados para o Rio Grande do norte. De acordo com o Registro Hospitalar de Câncer (RHC) da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), no ano de 2017 a Liga registrou 31 novos casos de leucemia. No ano de 2018, realizaram tratamento de leucemia na Liga 129 pacientes.

“As leucemias podem ser secundárias a doenças genéticas, sendo mais comum a apresentação nas duas primeiras décadas de vida. As leucemias mais comuns tanto no adulto como na infância não tem fator causal prévio que leve ao desenvolvimento da doença”, destaca o médico.

A leucemia ainda possui uma classificação específica, de acordo com a velocidade da divisão das células, sendo crônica quando se desenvolve lentamente e aguda quando é mais rápida. Com isso, a doença é dividida em quatro subtipos: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfóide aguda (LLA) e leucemia linfóide crônica (LLC).

“O diagnóstico geralmente é obtido através da suspeita clínica com os sintomas e sinais clínicos. Em seguida, deve ser feito o hemograma, que já fornece dados com leucocitose, anemia e plaquetopenia. Os exames confirmatórios vão ser o mielograma, a biópsia de medula óssea, imunofenotipagem e citogenética, que são exames especializados e realizados por médicos hematologistas e hospitais especializados”, frisa Dr. André. 

Assim, é de extrema importância o diagnóstico precoce. Se tratada na fase inicial, as chances de cura, principalmente na infância chegam a 80%. “Em relação às leucemias agudas, nós temos dois extremos, com as leucemias linfóides agudas na infância com taxas de cura acima de 80% dos casos, enquanto a leucemias mielóides agudas nos idosos com taxas de cura inferior a 10% e com expectativa de vida de poucos meses”, conclui o médico.

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